Torcer é bom, torcer pro Neymar é melhor ainda

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Desde o início da quarentena fomos privados de frequentar nossa segunda casa, os estádios, estávamos carentes de emoção e daquela sensação que só o futebol traz. Desde o final de junho, ainda que timidamente a emoção voltou e os estaduais resgataram aquela chama de alegria que o esporte traz. Voltamos a ter o Dinizismo e seus fracassos homéricos, vimos o Flamengo ganhar o carioca com um bom futebol, Atlético Mineiro e Sampaoli parecem que foram feitos um pro outro, Grêmio do Renato soberano no sul, Ceará e Gordiola ganhando a Lampions League, Corinthians e Palmeiras fazendo uma final de tirar o fôlego e enfim a Champions League retomando em um formato que só a organização e o profissionalismo europeu são capazes de fazer.

Com todo esse cenário me vem o Neymar na véspera de um jogo decisivo contra uma equipe impressionante e posta que o Moicano está pronto, a Juliet separada e a JBL carregada. Nada representa mais o boleiro brasileiro do que isso, esse jeito despojado e ousado, que mostra as origens e salta a habilidade com um certo desprezo pelo adversário, que motiva ainda mais a boleirada da nova geração (e das antigas também). Esse jeito que é nosso, é alegre, é ousado e trouxe em nós boleiros brasileiros a sensação de estar lá, em uma quartas de final de Champions League.

Então chega a fera no estádio com JBL no talo terno com tênis desamarrado e moicano na régua, o Brasil pensou “como dar errado?”. Começa a partida, Atalanta é organizada e marca muito bem, o PSG apoiado por um país parece que joga só com um cara. Que vontade, quanta habilidade, que correria que o adulto Ney impunha na partida e como todo indivíduo cheio de soberba, uma soberba capaz de acertar o vão da perna do adversário 3 vezes e não acertar o gol com todo aquele tamanho. Ele cometeu erros absurdos, aqueles tipo Golias contra Davi, e esse Davi italiano estava focado e marcou com um gol impressionantemente bonito.

Era uma sensação de um gol da Argentina no Brasil e todo aquele entusiasmo vira tensão, mas o Neymar continuou esbanjando futebol, “será que o melhor do jogo será do time derrotado?” Até que entra em campo o Francês mais brasileiro que existe. MBAPPE aquele que tem alegria nas pernas, não péra! Esse é outro. Enfim nosso herói teria um fiel escudeiro e a sensação de “agora vai!” Voltou. Mas não, ia e o tempo passava e o jogo se arrastava e o goleiro caia e saia gente entrava gente, parecia que o Neymar estava batido e todo entusiasmo virava frustração quando um desacreditado camaronês Moting acha um lançamento tipo Aloísio Chulapa aos 45 do segundo tempo para o menino adulto que domina com maestria e joga pra área para o herói improvável e improvisado Marquinhos empatar! E que momento.

Teremos a honra de ver nosso craque mais 30 minutos Vamos Neymar Vamos mostrar quem somos, e os 30 minutos viraram 30 segundos e o passe genial de rui chapéu ou baianinho de Mauá pra nova geração, coloca o Francês brasileiro dentro da área e com uma inteligência européia centra a bola pro gol do camaronês Moting! Que momento amigos. Esse é o Brasil que deu certo esse sorriso de alegria pela Vitória daquele que nos representa. Enfim voltamos a respirar futebol e mesmo com tudo isso que está acontecendo essa Champions será histórica.

Por: Victor Guedes

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